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01/12/2018

Juíza decide manter preso o suspeito de atropelar e matar ciclista na GO-469 em Abadia de Goiás

Segundo Polícia Civil, Leandro Mendes de Araújo, de 28 anos, estava bêbado quando atingiu Rivaldo Gomes Morais, de 53 anos. Acidente ocorreu quando vítima pedalava com grupo de 40 ciclistas.
Rivaldo (de branco) morreu após ser atropelado na GO-469, em Abadia de Goiás — Foto: TV Anhanguera/Reprodução
A juíza Juliana Barreto Martins da Cunha, substituta na Comarca de Guapó, decidiu manter preso o suspeito de atropelar e matar o ciclista Rivaldo Gomes Morais, de 53 anos, em Abadia de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia. Ela considerou, na sentença, que Leandro Mendes de Araújo, de 28 anos, estava sob efeito de álcool quando se envolveu no acidente e fugiu do local sem prestar socorro.

“Existem indícios relevantes da materialidade e autoria do delito de praticar o homicídio culposo na direção do veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou substância psicoativa que determine dependência. Mister ressaltar que o flagrado se evadiu do local sem dar o devido socorro à vítima”, diz a magistrada na decisão.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Leandro Araújo para comentar a conversão da prisão.

O atropelamento ocorreu na noite de terça-feira (27). Rivaldo Gomes Morais morreu na hora e outros dois colegas ficaram feridos, tendo um deles fraturado o braço. No momento em que foram atingidos, eles estavam acompanhados de um grupo de aproximadamente 40 ciclistas.

Amigos informaram que Rivaldo costumava fazer o trajeto até Trindade, também na Região Metropolitana, semanalmente. Pouco antes de começar a pedalar, ele postou uma foto nas redes sociais com colegas.

"Ele [motorista preso] estava a aproximadamente 120 [Km/h]. Ele saiu do nada, é uma curva muito perigosa, tem até o guard rail, que dá a proteção da curva. Ele saiu do nada”, afirmou o mecânico Luiz Santana Paulino, também ciclista e amigo de Rivaldo.

Outro amigo de Rivaldo, Arnaldo Araújo, afirmou que, da forma como o carro seguia, mais ciclistas poderiam ter sido atingidos.

"Ele ia matar mais ou menos uns 20, segundo os ciclistas. Eles correram e jogaram todas as bicicletas para cá, mas o Rivaldo não consegui. Eu estou sentindo muito porque é um amigo de mais de seis anos que a gente convive junto, compartilhava tanta coisa junto", conta.

Despedida
O corpo de Rivaldo foi enterrado às 17h no Cemitério Santana, em Goiânia. No velório, a filha de Rivaldo, Ana Luiza Marques de Moraes, de 14 anos, não segurou as lágrimas ao falar da falta que o pai vai fazer.

"Não consigo pensar minha vida sem ele. Não tem como. Era tudo que eu tinha mais a minha mãe. A gente vai continuar e realizar tudo que ele queria que a gente realizasse", lamentou.

Luiz Paulino lamentou a morte do amigo. “Desde 1979 que ele era meu amigo. O Rivaldo hoje, Deus mandou um recado que era para ter sido eu porque o carro veio em cima de mim. Eu ainda tentei tirar. Nós viemos de lá até aqui sorrindo. Para mim hoje foi o pior dia da minha vida”, lamentou.

Por Murillo Velasco, G1 GO