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04/05/2018

Campanha de vacinação contra febre aftosa vai até 31 de Maio

Começa a campanha de vacinação contra febre aftosa
Até 31 de maio, deverão ser vacinados 200 milhões de cabeças de bovinos e búfalos, de todas as faixas etárias, de grande parte dos estados brasileiros, além do Distrito Federal

A primeira etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa 2018 começou nesta terça-feira (1º/5) no Brasil. Até 31 de maio, deverão ser vacinados 200 milhões de cabeças de bovinos e búfalos, de todas as faixas etárias, de grande parte dos estados brasileiros, além do Distrito Federal. Os rebanhos brasileiros não apresentam a aftosa há mais de uma década. O último foco da doença no país foi registrado no município de Japorã, no Mato Grosso do Sul, em abril de 2006. A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) vai declarar, oficialmente, o Brasil como país livre da febre aftosa com vacinação em junho.
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pós a vacinação de bovinos e bubalinos, o produtor teve fazer a comunicação junto ao escritório do órgão de defesa sanitária do seu município. Somente assim, a situação sanitária do rebanho é regularizada. O atraso na comunicação implica na impossibilidade de emissão do Guia de Trânsito Animal (GTA), por um período mínimo de 30 dias.

Em Santa Catarina não haverá vacinação. O estado foi a primeira zona livre de febre aftosa sem vacinação no Brasil reconhecida pela OIE. O status, que é o último estágio para a oficialização das zonas livres da doença pela entidade internacional, foi em 2007. Já o status de "livre da doença com vacinação" compreende todo o Brasil, desde o ano passado.

Nos estados do Acre, Espírito Santo e Paraná, somente serão vacinados os animais com até 24 meses. Na segunda etapa da campanha, em novembro, a maioria dos estados também passará a imunizar os animais com essa idade, de acordo com o calendário oficial. A expectativa para o Distrito Federal é de que sejam imunizados 96.188 mil cabeças durante a campanha, sendo 95.323 bovinos e 865 bubalinos.

Em três estados do país, a vacinação tem um calendário diferenciado. No Amazonas, a campanha começou em 15 de março. Em Roraima e Rondônia, a vacinação começou nos dias 1º e 15 de abril, respectivamente. "Essa diferenciação nas datas ocorre de acordo com as condições climáticas e de sistemas de produção nessas localidades. É uma estratégia dos estados", explicou o auditor fiscal federal agropecuário, Plínio Leite Lopes, chefe da Coordenação de Animais Terrestres do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Para desenvolver políticas públicas visando o combate da febre aftosa no Brasil, foi criado, em 1992, o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). O programa tem como estratégia principal a implantação progressiva e manutenção de zonas livres da doença, de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

O programa é coordenado pelo MAPA e conta com a participação dos serviços veterinários dos estados e do setor agroprodutivo. O governo trabalha para que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021. "A nossa meta é que o Brasil seja reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023", enfatiza Plínio Leite Lopes.

"O Brasil fecha a última etapa da primeira fase do Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, com o reconhecimento de País Livre de Febre Aftosa Com Vacinação. Precisamos agora da manutenção desse status, para que possamos dar continuidade na execução do plano", analisa Decio Coutinho, coordenador do Grupo Técnico de Sanidade Animal da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA).
Coutinho enfatiza que a vacinação é obrigatória. A multa para quem deixar de vacinar o rebanho dentro do período da campanha é de 1 UPF (Unidade Padrão de Fiscal) por cabeça de gado não vacinado, ou R$ 182,22. O produtor também fica impedido de comercializar o produto, enquanto não regularizar a situação. “Um país livre de febre aftosa é garantia de carne de qualidade”, resume o coordenador da CNA.

Conscientização

A conscientização dos criadores de gado do triângulo mineiro, sobre a importância de vacinar os animais contra a febre aftosa, começou no início do ano. Na região de Campina Verde, município localizado a 800 quilômetros da capital mineira, o Sindicato Rural fez da tarefa uma prioridade, com o objetivo de que seja vacinada, durante a campanha, 100% do rebanho, ou seja, 360 mil animais. “Aqui temos uma vacinação consciente. Todo mundo já foi orientado e sabe que não pode deixar de imunizar nenhum animal”, explica o presidente do Sindicato Rural, Claudio de Almeida Queiroz.

O dirigente rural afirma que o custo da dose da vacina contra a febre aftosa, em torno de R 2, por cabeça, não é empecilho para a vacinação dos rebanhos da região. O valor é insignificante com relação ao benefício, segundo a avaliação de Queiroz. “Cerca de 60 centavos de dólar por uma dose da vacina é um custo muito barato para evitar uma doença tão grave”, resumiu o Claudio Queiroz.

Por MG Marlene Gomes - Especial para o Correio
foto: Wenderson Araújo

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