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02/04/2018

Crimes sem esclarecimento gera insegurança na população

Crimes sem esclarecimento gera insegurança na população
Jaraguá volta a ser manchete pela onda de violência, crimes que acontecem em plena luz do dia, como assaltos, roubos e homicídios. Somente este mês e dentro de uma semana — dois casos de homicídios foram registrados na cidade.
Longe de alcançar os mesmos números de homicídios que aconteceram entre 2011 e 2012, quando foram mortos mais de 22 pessoas, dois homicídios em uma mesma semana deixa a população alarmada, não somente pelos números, mas, também, pela violência empregada nas ações criminosas.

Crimes que não foram esclarecidos
Em redes sociais, parte da população questiona os crimes que não foram esclarecidos pela Polícia Civil, órgão responsável pelas investigações.

Aos longo dos últimos dez anos vários delegados passaram por Jaraguá mas nem todos conseguiram esclarecer 100% dos casos de homicídios ocorridos no município na ocasião em que respondiam pela pasta de segurança.
Em 2016, houve o assassinato de grande repercussão pública, onde o empresário Roni Pereira foi morto a tiros no período de campanha eleitoral dentro de sua empresa de lazer, no setor Regina Parque.
Danilo Matias

No dia 14 de fevereiro deste ano, o jovem Danilo Luzada Matias foi morto quando estava em um bar na Vila Isabel, na região norte de Jaraguá, nas imediações da Vila Colombo. Danilo Matias, conhecido como (Danilinho), estava jogando sinuca com dois amigos quando foi morto.

Crime contra Lucas Leite

Os dois casos mais recentes foram o do empresário Lucas Leite de Andrade, 25 anos, morto dentro de seu bar na região da Praça do Coreto, no centro da cidade.

Nesse caso, o criminoso entrou no estabelecimento por voltas das 22 horas, onde efetuou disparo contra a cabeça de Lucas Leite que estava sentado em uma mesa. O criminoso usava boné e toda ação foi filmada por câmeras de segurança do estabelecimento.

O segundo homicídio da semana e o 5º do ano aconteceu nesta sexta-feira (30), por volta das 22 horas, onde a vítima foi José Robson Rodrigues.

José Ronaldo aparentemente foi baleado em uma tentativa de roubo no Setor Regina Parque, quando o mesmo estava no portão de uma casa quando os criminosos chegaram. Na fuga dos bandidos, a vítima foi atingida e morreu após receber atendimento médico.
Rota de fuga para os criminosos

Na estatística do crime, os números assustam a cidade de Jaraguá com seus 47 mil habitantes, onde há também um Batalhão da Polícia Militar com pouco contingente policial para atender a demanda de uma cidade circulada por rodovias importantes, onde muitas delas servem como rota de fuga para os criminosos, como a BR-153; a GO-080, entre Jaraguá e Goianésia; e a BR-427, entre Jaraguá e Itaguaru.

Bem recente foi entregue em Jaraguá a nova Delegacia de Polícia Civil, obra bancada com recursos do Conselho de Segurança por meio de recursos oriundos de ações penais propostas pelo Ministério Público e com autorização da Justiça.
População questiona as ações policiais

A nova delegacia funciona em um prédio moderno e possui estrutura humana para os trabalhos dos servidores, embora a questão da violência, em especial os casos de homicídios faz com que a população questiona as ações policiais, inclusive as blitzen que, segundo parte dos moradores — servem apenas para penalizar motoristas com documentação vencidas, como o IPVA.

Há dezenas de crimes de homicídio que ainda não foram esclarecidos pela Polícia Civil, muitos deles ocorridos há mais de dez anos, onde a população questiona as autoridades entrando em contato com órgãos da imprensa na busca de informações.
Inteligência policial

Enquanto não há ações de inteligência policial amparadas pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, proporcional aos riscos sofridos pela população, muitos temem que a impunidade possa ser o motivador para que outros crimes aconteçam.

Neste bojo de responsabilidades, incluído investimento das três esferas do poder, como a União, Estado e Município em segurança pública, deve também haver o respaldo dos órgãos de fiscalização e controle, como o Ministério Público de Goiás e órgãos de Direitos Humanos ligados da OAB, que recentemente, também, buscou junto aos governos ações que possam dar mais segurança para os detentos da cadeia pública de Jaraguá, ocasião em que um reeducando foi morto decapitado dentro da unidade prisional.

Do jaraguanoticia