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20/06/2017

Juiza aponta "evidente periculosidade" para mandar prender servidora do TCE

Servidora do TCE Kariny Muzzi com ex-vereador Paulinho Brother

Ao decretar a prisão de Kariny Muzzi - esposa do ex-vereador Paulinho Brother - a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, aponta suposta existência de organização criminosa, crime de peculato (subtração ou desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro. A juíza relata que as pessoas envolvidas são de evidenciada periculosidade.

Consta ainda no mandado de prisão preventiva que a maioria dos envolvidos tem como atividade principal a prática de crimes contra a administração pública. 

Kariny, que é servidora do Tribunal de Contas, foi presa na manhã desta terça na operação Convescote, que cumpre 11 mandados de prisão em Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital. Há ainda quatro de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão.

A operação visa desarticular uma organização criminosa engendrada para saquear os cofres públicos, notadamente recursos públicos da Assembleia e TCE, por intermédio da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe).

Busca e apreensão

O mandado de prisão foi cumprido na casa de Kariny, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, para colheita de prova, porque a espécie de crime cometido, segundo a juíza, aponta possibilidade de vasta documentação armazenada em tablets, smartphones , pen drives, computadores, notebooks e hard disks.

No endereço ainda deverão ser efetuadas buscas e apreensões de objetos e documentos contábeis, contratos, prestações de contas, agendas, cadernos, anotações, extratos, recibos e notas fiscais. As buscas também podem ser estendidas a veículos de propriedade dos investigados ou da própria Faespe.

Contudo, o advogado de kariny, Carlos Frederik, afirma que ainda não se sabe quais foram os motivos que levaram o Ministério Público a pedir prisão preventiva até ser decretada pela juíza. “Porque desde o início da manhã minha cliente alega inocência, mesmo sem saber dos fatos, pela conduta dela como servidora”, disse o advogado. Kaniny está neste momento no Fórum de Cuiabá, aguardando audiência de Custódia. Seu esposo, Paulinho, foi preso por porte ilegal de arma.






Galeria de Fotos
Credito: Mário Okamura
Ex-vereador Paulinho Brother
Credito: Mário Okamura
Momento em que um dos presos chega no Gaeco
Credito: Mário Okamura
Um dos 11 presos pelo Gaeco
Credito: Mário Okamura
Paulinho foi conduzido devido porte ilegal de arma
Credito: Mário Okamura
Documentos são apreendidos e vão auxiliar nas investigações
Credito: Mário Okamura
Operação Convescote
Credito: Mário Okamura
Agentes trazem preso
  
  
 

Por Alexandra Lopes e Bárbara Sá